Mar-e-onda mar-e-onda
a túa inmensidade oceánica plena
soa na entraña cova dunha caracola
mincha, cativa silenciosa a maré,
conta areas milleiros nun silabario
para exhultar o poder encantador
que arrebata os sentidos abraiados.
Tomei café nun recipiente de deseño.
Caladiña caracola está en minutos musicais
de marea chea nesta sobremesa
mar-e-onda mar-e-onda mar-e-onda
Let's have a cup of coffee here, yeah!
.
......................................... - Alfonso Láuzara -
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
LONGE DESDE A NOITE
Voltas rondando caminhos invisíveis,
o vento é a pátria que te acalenta com suas asas de indulgência,
arrecifes de ar para o mar que lança o teu lamento
sobre a noite de teu sonho.
Gravita nevoeiro, seu resplendor contra teu rosto,
o cristal onde vislumbras o fundo do ontem,
os restos de um tempo sem tempo no tremor de tuas visões.
¿Que muralhas derruba tua voz no sigilo da noite?
essa distância que cai como uma tela entre o vazio e a memória ardente dos dias.
¿Que emissária luz convocas desde o jardim insone, abaixo das pedras que resguardan a cor das eneidas?
Semelhante a rumor de fábula,
crescente lume na ombreira deserta,
olhas-te num espelho de fumaçae és a mesma fumaça
que arde ao outro lado do imenso túnel;
vertigem com sabor da pálida maré,
água muda onde ancoraste a árvore de tua misteriosa sombra.
Pedes ao branco que rasgue a sua luz
onde a solidão é o rito acostumado
abaixo o pó dos séculos,
bebes teu copo de medo abaixo da saia dos augúrios,
o aposento mais oculto entre os fios que maquina o destino.
E chegaste pouco a pouco a fundir-te no silêncio,
A ser a cisco que golpeia indiferente,
um corpo de bruma submergido em seu Orión de seco calafrio
com tua manhã envolvida em borbulha imóvel,
último eco de areia passageira.
Pesa em ti a estação da nostalgia,
a demência cinza da tormenta se apodrecendo na boca escura da terra.
¿A quem clamas por este abismo?
Canto mutilado de corvos que perfuram o profundo céu.
Marlene Pasini
Santa Fe México
www.marlenepasini.blogspot.com
o vento é a pátria que te acalenta com suas asas de indulgência,
arrecifes de ar para o mar que lança o teu lamento
sobre a noite de teu sonho.
Gravita nevoeiro, seu resplendor contra teu rosto,
o cristal onde vislumbras o fundo do ontem,
os restos de um tempo sem tempo no tremor de tuas visões.
¿Que muralhas derruba tua voz no sigilo da noite?
essa distância que cai como uma tela entre o vazio e a memória ardente dos dias.
¿Que emissária luz convocas desde o jardim insone, abaixo das pedras que resguardan a cor das eneidas?
Semelhante a rumor de fábula,
crescente lume na ombreira deserta,
olhas-te num espelho de fumaçae és a mesma fumaça
que arde ao outro lado do imenso túnel;
vertigem com sabor da pálida maré,
água muda onde ancoraste a árvore de tua misteriosa sombra.
Pedes ao branco que rasgue a sua luz
onde a solidão é o rito acostumado
abaixo o pó dos séculos,
bebes teu copo de medo abaixo da saia dos augúrios,
o aposento mais oculto entre os fios que maquina o destino.
E chegaste pouco a pouco a fundir-te no silêncio,
A ser a cisco que golpeia indiferente,
um corpo de bruma submergido em seu Orión de seco calafrio
com tua manhã envolvida em borbulha imóvel,
último eco de areia passageira.
Pesa em ti a estação da nostalgia,
a demência cinza da tormenta se apodrecendo na boca escura da terra.
¿A quem clamas por este abismo?
Canto mutilado de corvos que perfuram o profundo céu.
Marlene Pasini
Santa Fe México
www.marlenepasini.blogspot.com
Sábado, Novembro 14, 2009
" Diego de Giráldez-Realismo NAS, XXXV Aniversario"
Fernando Franco, De Pablos, O Alcalde e o pintor.
Aportaverde estivo alí: ( Por orde de saída) rosanegra, Cruz Martínez, Miguel Ángel Alonso, Alfonso Láuzara e Enrique Leirachá, recitaron uns versos na súa honra.
Tamén participou no acto a nosa amiga: Estrella Velasco" Elfa".
Xoves 12 de novembro, 2009.
Texto e fotos: rosanegra e Cruz Martínez
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Mãe Terra ou Gaia
Fala-se, habitualmente, da presença de uma linguagem arcana: Mãe Terra ou Gaia (o planeta-água). E assim se explica, igualmente, por que motivo detectamos um código ins-crito na natureza. E muito mais haveria ainda a dizer. Lembremos, em particular, o fenómeno autopoético que chamamos vida. As máquinas autopoiéticas de que falamos são, por exemplo, todo e quaisquer sistemas vivos ( onde se incluem os seres humanos). Também aqui o primeiro e mais importante é a noção de que cada ser comunica de modo único e insubstituível. Já várias vezes se disse que os nossos corpos têm, ao mesmo tempo, estrutura macrofísica e uma estrutura quântica.
alexandre teixeira mendes
Do livro: animal humano
Terça-feira, Novembro 03, 2009
As imaxes " Encontros no 7º andar"

Poetas que recitaron: rosanegra, Alberte momán, Cruz Martínez, Alfonso Láuzara, Enrique Leirachá, Alba e Xavi.
Fotos: Cruz Martínez
Enlaces dos vídeos:
Xavi
http://www.youtube.com/watch?v=_T1mYwblMWE
Alba
http://www.youtube.com/watch?v=zQ7a5Q85hW4
Enrique Leirachá
http://www.youtube.com/watch?v=VEC8J-I34aw
Alfonso Láuzara
http://www.youtube.com/watch?v=zQn4j_AZReY
Cruz Martínez
http://www.youtube.com/watch?v=2Ly1fN5HuzU
Alberte Momán
http://www.youtube.com/watch?v=xviya8ZkCz8
http://www.youtube.com/watch?v=_T1mYwblMWE
Alba
http://www.youtube.com/watch?v=zQ7a5Q85hW4
Enrique Leirachá
http://www.youtube.com/watch?v=VEC8J-I34aw
Alfonso Láuzara
http://www.youtube.com/watch?v=zQn4j_AZReY
Cruz Martínez
http://www.youtube.com/watch?v=2Ly1fN5HuzU
Alberte Momán
http://www.youtube.com/watch?v=xviya8ZkCz8
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