segunda-feira, julho 27, 2009

O 24 de xullo estivemos en Compostela

apoiando o manifesto a prol do galego. Convocado pola Asociación de escritores en lingua galega. Foi ás 17h. diante da estatua de Rosalía de Castro.

Foto e vídeo: Cruz Martínez


video

domingo, julho 19, 2009

Amante tocada pola antropofaxia

As túas mans gabean pola miña nudez
e eu atopo un milleiro de razóns para
..................................................estar aquí
Rompo as unllas
na obsesiva tarefa de descubrirte a
..........................................rabuñaduras
Ocúpome de ti, ben o sabes
Teño a psicopatía do tacto
Déitate ao meu carón e fagámolo amor
Debúxame as liñas, o poema
que atravesa a corrente do meu sangue
porque o meu pube é a base cóncava
con acceso directo aos teus abrazos
.......................... Entra en min, mainamente
como a choiva miúda de antonte

Cruz Martínez

Primeiro premio no XXII Certame de Poesía " Rosalía de Castro" 2008 Cornellá (Barcelona)

segunda-feira, julho 13, 2009

nas tebras.3

ao caer
cara atrás
cérranselle
os ollos
como unha
ventá cegada
polo sol
para
toda
súa existencia.

os seus labres
esvaécense.

sobre a mesa quedan
as palabras que non se dixeron,
dous pratos fríos
é a espera.

o que preguntou
xa nunca terá resposta
o que abriu esgotou
nas mans del
a súa existencia,
queda ido, canso,
morto no outro
e a súa cadeira baleira.

o coitelo no seu peito
é un reloxo de sol
que vai marcando
o tempo morto.

fora no eido
a xeada aínda
aterece a herba
de tanta tristeza.

¡ se non fora que sempre
é de noite nas tebras!.

Enrique Leirachá

sexta-feira, julho 10, 2009

Liliana Celiz



:::Areas. Todas as chuvias grosas son do ar
e non hai vestidos,
as follas son os arcos dos peitos
e todo o tempo foi de transparencias,
só os peixes brillan tras a auga.:::

:::Ao verdadeiro país de sombras húmidas
mañá
e andarás amodo camiñando
é cada cousa fóra do seu sitio
impregnación azul dos obxectos
todo será durmindo mentres tanto
a luz que cae oblicua
a túa pupila.:::

:::De plumas verdes,
as árbores medraban tras o valado
e o pasto era a cor do ceo,
sen raíces.:::
Traducido por rosanegra

segunda-feira, julho 06, 2009

Intantâneas (alguns fragmentos)

O horizonte é algo que só faz sentido para um observador. As formigas avançam em fila. A fé move montanhas. O arco-íris não existe fora de nossos olhos. Também sabemos que uma pedra é em realidade uma colecção enorme de átomos que se mantêm vinculados pelo que chamamos enlaces químicos. E os átomos estão formados por partículas subatómicas que, a sua vez, estão formadas por:

Recordemos um automóvel é uma partícula, o golpe de um boxeador é uma força, o espaço entre o núcleo atómico e os electrões é vazio. Uma onda é uma onda. O horizonte, as emoções e as lembranças são produzidos pelo mesmo efeito quando lançamos uma pedra ao estanque e se formam pequenas ondas até a orilha percorrendo a totalidade da superfície. No povo, uma porta amarela, um campo de cebolas. Um retrato com a cara cheia de medo. O homem recostado, doente, mal se lhe viam os olhos. Eles tratavam de se ver no espelho. Sempre os desconhecidos, os que saem nas fotos e sorriem. O granjeio com seu cão, um galgo. Ambos, não sê por que, têm os mesmos olhos. Tampou-se a metade de seu rosto, em lugar de seu olho, ficou seu anel. o relâmpago verde dos papagaios. Meus cabelos eram nuvens estendidas, como se fossem lumes, grandes lumes brancos. A preocupação são as mãos no rosto. Um tubarão no posto do mercado. A lua cheia sobre um grupo de nuvens. Sonhei um semeadoiro espesso, alto e por em cima dourado. O som do anúncio vermelho de lâmina ao soprar o vento. Essa luz que atraia os insectos.

Ramón Peralta