domingo, setembro 05, 2010

de ANA CIBEIRA...

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Este bestiario poético
de escamal doce e tráxico
fura pequenas mortes
mar de carne de plancto.

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Estoupan pompas fráxiles
adoecer vivo
suxestión ardente
revestida de esporas.

[...]

do noso libro "Sétimo andar, poesía alén"
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quarta-feira, agosto 25, 2010

Un poema de Fabián Barreiro

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I

Houbo alguén, nalgueres
que se propuxo exaltar a paisaxe
del tal xeito que enmudecería o son.

Houbo alguén, nalgures
que non coñecía o medo.


II

Agardou paciente un outono de ton laranxa
marmelada de amorodo no ar
maina marea vermella alfombrada
que acariña os outeiros dos nosos reis

Luar e orballo precederon as brétemas
¿Cómo non ha ouvear o lobo
se o frío lle queima as súas febles patas
tornándose a escoitar ao lonxe?

Medrou a esperanza nas lindes,
do home que quixo facer da primavera
unha agre docura, un vieiro celestial
cara aos comezos dun sentimento.

Non lle asolegou dúbida narrativa algunha
a pesares da asertividade dos seu vagares
non tiña medo de esnaquizar a ialma
e fuxir despois alén do ceo
seguindo o ronsel da ave maxestuosa

O son lacónico de quen transmite
unha mensaxe leda e bailábel
axitando as ás tras das andoriñas

E fuxiu.


III

Vírono alá pola Lombardía
E sempre por onde pasaba
Un abraiante esplendor quedaba gravado
pagando a peaxe por existir

Quixo entón deixar de escribir
e deuse a liberdade de cadaleito
Acivro ou carballo, tanto tivo, porque
endexamais lle temeu a vivir.

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............ - Fabián Barreiro -
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sexta-feira, agosto 20, 2010

Xa están aquiiiiiii!!!!
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"Sétimo andar, poesía alén"
en Galicia Hoxe!
Maré: O ronsel da poesía social
A Porta Verde do Sétimo Andar edita o seu segundo libro
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quarta-feira, agosto 18, 2010

NOVO LIBRO DE A PORTA VERDE

‎"Sétimo andar, poesía alén"






Con portada de Roberto Alonso Diz e participación de Miguel Ángel Alonso, Ana Cibeira, Rosa Enríquez, Alfonso Láuzara, Alba Méndez, Alberte Momán, Mariola Soutelo, Manolo Pipas e Ramiro Vidal nace un novo libro colectivo de poemas, baixo o título de "Sétimo Andar, Poesía Alén".

segunda-feira, agosto 16, 2010

segunda-feira, agosto 09, 2010

a cidade e o lixo

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as sete da mañan do sabado
camiño a gran cidade na que pasei
noite de volta das montañas
e darredor da chamada porta do sol
todas as ruas apestan a mexo
e hai lixo por todas partes

os sen teito dormen onde poden
rodeados de caixas de carton
e nos bancos dormitan os sen sentido
os borrachos de fin de semana
e non hai barrendeiros que poidan
retirar tanto lixo

unha parella discute con cervexas na man
unha muller discute polo movil
con alguen que está do outro lado
e paso a beira da rua dos desamparados
e preguntome de que lado estou eu

perto da chamada porta do sol
da antes chamada medina de majerit
hai unha estatua de metal dun barrendeiro
que traballa mañan tarde e noite sen parar
pero non pode con tanto lixo

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cidade de madrid
mencer do 6 de agosto

.................. - Manolo Pipas -
envolventes as palabras
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quarta-feira, agosto 04, 2010

Da fuga…, via Ponferrada.

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Naquela madrugada, o roncar das ferrovias, os tumultos da continuada fuga. Ficava à retaguarda, o estrondar das bombas. As correntes de água, o cascalho de ferro, o desabar das galerias. Os mortos, o voar do meu corpo, na boca da mina. Minério, o ferro, os vagões, a gelemonite. Os berros de sangue incandescente… E as pulgas, pelas tarimbas de quem nas mina trabalhava, pululavam de alegria, carne fresca, ainda. Mais a fome incrementada. A água, quente de nada, aquecia, a fruta roubada. O lenço roxo, pelo pescoço, a vaidade, a frescura dos hipies, a promessa à rapariga dada. O meu caceteiro, o pai, o velhote, de nada. A mãe atraiçoada, o filho, um mineiro em Ponferrada. "Que cortau o el pelo, que não levas nada".
Por Chaves, a fuga, pelos campos e pelos canais da levada. A Pide, sempre presente, a aldrabice, a chicotada. A noite pela calada. A fronteira, a alvorada. Tinham sido os comboios ronceiros, Tua acima, os soldados, a carne, alguma, em debandada. Depois, os mortos da espingarda, que tombaram na noite passada.
Nas minas, as cartas da estalada, a paixão que nunca acontecera, terminara. São Miguel de Las Duenãs, os amigos da bota de vinho. Os castelhanos, os berros, a pancada. E os galegos, simplesmente, a amizade, os bocadilhos. As festas na aldeia. Os foguetes à solta, as doidas, as raparigas, a alegria, os presuntos, mais bocadilhos, a fome colmatada. O dormir, em tarimbas de portugueses, de novo as pulgas; a carta esperada. A alegria da carta, a tristeza da alvorada. Notícia, debaldada. A tristeza da carta. A rapariga do bairro. Mas nunca a amara. Só a ciciara. O corte de todas as esperanças.
O entulho do sentimento esfrangalhado, os suores, o vomitado. As ruelas da povoação, os saltos, as correrias. O cair no desespero, a febre que se fora. A cerveja que bebera. E logo, pela madrugada, o ferro, os vagões, de novo, as explosões, o vinho na bota, as ameaças de pancada, também a amizade, o refugio, do desespero.
Passados dias, os ferros carrilhos, , o outro sonho, o sonho, rumar a França. O destino. E o sol, por enquanto, ali no cais, esse tostava-nos o lombo, carne das explosões do aço, dos tanques e minas, de amigos os esfarelados. Também do amor da minha mãe, das coças, por mim, nelas caídas. Esse sol que empurrava a minha continuada fuga, a saída da placenta.
Terra escura, que me soltara cedo ao vento. E depois do cais, de Ponferrada, o comboio já entrara no emaranhado de túneis. Hendaya, o rumo. Para trás a anosa no cais; lenço preto a agitar as palavras da luta contra Franco, a Guernica, a destruição das populações, o estado de Portugal, a ocupação dos outros territórios, a miséria, a luta clandestina, a debandada.
Já no comboio, no seu corredor interno, pela madrugada, eu e o comparsa, sentíamos as pezadas. Os novos emigrantes espanhóis acossados, dobrados, entalados, colarinhos à vista, as boinas, as cestas, os açafates, algumas galinhas, a chama ardente, ali naquele compartimento, a noviça, as mamas oscilavam-se com o rodar do comboio. A velha mestra pela cobiça. O olhar, o convite, o colo, as tetas pendulares. E o trem inflexível, a rodar, e as ditas a abanar, a língua, sorvendo os líquidos, e eu a chupar. Os boinas a mirar, o meu amigo a drenar, a languidez a elaborar.
As formalidades. O destino. As autoridades francesas, a liberdade. Por terras de França, o trabalho a encontrar. Os outros amigos. A comidinha, por dar. A fome. Algum desespero. Os amigos de “Peniche”. A loucura na casa. A dormida com cinco na cama, a fome a avançar. A paranóia, o lugar, diziam, assombrado, e os meses a rodar. E de noite a cama a levitar. Eu a alertar. E dormiam, os outros, tinham que ir trabalhar. E de dia, a procura, na casa entre choupos. As chaves do sótão. A descoberta, a mesa abandonada com restos de comida e eu a chafurdar. Os brinquedos de crianças, as teias aranha, e eu a roubar roupa contra o frio. E de novo a cama a levitar, os sons da loiça a tombar. E eles, estás maluco, deixa-nos dormir e trabalhar, é só imaginação, vai-te embora. E a fome continuava. E os dias sempre iguais. E a partida, de novo às origens, ao regime.
E o comboio de novo, virado ao contrário. Irun à vista. Mas em Endaya, na linha do trem, novamente as espingardas, os tiros pelas costas, silvando, emitindo-se berros contra o retorno. O virar de costas, os de novo tiros ao calha.
E Irun penetrado, mais tiros. A entrada em Espanha. As boleias. De novo, São Miguel de Las Duenãs: repescar o lenço rouxo, o tecido de todas as frescuras, umas cartas por ali me esperavam.
Ela também não me amava, porém, dizia. Esfrego o grelo à tua pala.
Zamora em frente. Alcanices pela pista de Quintanilha. E os guardas fronteiriços, o mergulho no rio Maçãs. E, então a lembrança dos outros, dos tiros que mataram em Vila Verde da Raia, Feces de Abago à vista, não para os que não foram fuzilados.
Da fuga, o retorno, a mãe que muito chorara, o pai que muito me espancava. A vergonha, da merda que fora, já no hospital militar. O conselho de guerra, a suposta loucura. O restante pela terra, a terra pela qual eu, por mim e todos, lutara. A terra, a placenta, da minha mãe, que então me despejara.

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............................. - Virgilio Liquito -
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segunda-feira, agosto 02, 2010

CONFERENCIA SOBRE DIEGO VELÁZQUEZ Y DIEGO DE GIRÁLDEZ



O pasado día 29 de xullo tivemos o pracer de asistires a conferencia sobre dous xenios da pintura: Diego de Velázquez e Diego de Giráldez, nunha comparativa entre a obra de ambos a cargo do Catedrático da Universidade de Sevilla.

sábado, julho 31, 2010

Agarimas os meus dedos
co teu espido corpo
que todo o abrangue
nesta atardecida de silencios….
no que buguinas celestes
constrúen a madrugada….

Os teus ollos tecen ao meu redor
símbolos que enchen de cor
o mar que calmo, agarda…
e un diminuto cangrexo debuxa
no meu sexo unha porta
de rizada ollada

os segundos non camiñan,
arrástranse…
e un peixe durmido
finxe estar morto nunha estrela
que nunca descansa.

Érguense promesas de maternidade
no teu ventre, a miña casa,
e as túas pernas asemellan ser
a mesma area fundida na auga.

Estou rendido, prendido, perdido…
mentres agarimas os meus dedos
co teu espido corpo
que todo o abrangue
nesta atardecida de silencios…

no que buguinas celestes
constrúen a madrugada.


Miguel Ángel Alonso Diz

quinta-feira, julho 29, 2010

REVISTA ATENEA Nº38 - ESPECIAL POESÍA -



SUMARIO ATENEA 38
ESPECIAL POESÍA VERÁN 2010

EDITORIAL
BIBLIOTECA - HEMEROTECA
RADIO FILISPIM
O PARNASO


MIGUEL ÁNGEL ALONSO DIZ
ALFONSO RODRÍGUEZ
JOSE L. DUCID
Mª XOSÉ MOSQUERA BECEIRO
OLAIA PAZOS
MIGUEL ALONSO
LUCIA SOUTO COSTOYA
XOAN CARLOS DOMÍNGUEZ ALBERTE
ARTURO LEZCANO FERNÁNDEZ
ALBERTE MOMÁN
JORGE MIGUEL GAGO CHAO
ELISA ALVES ANEIROS
ALFONSO LÁUZARA MARTÍNEZ
JUANA CORSINA GONZÁLEZ FRAGA

CORRECCIÓN LINGÜÍSTICA
María Xosé Villar Corral

DESEÑO, MAQUETACIÓN e ILUSTRACIÓNS
Cocinanegra

terça-feira, julho 27, 2010

a illa da memoria
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no interior da ría do sur
a illa do mestre mendiño
o rumor da sua cantiga
e o rumor do vello lazareto
e o mais forte rumor
dos presos dos fuxidos
e dos asasinados do 36

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...... xullo 2010
e a illa da memoria
segue nas sucias mans
dos herdeiros dos asasinos

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....................... Manolo Pipas

segunda-feira, julho 26, 2010

A Illa das Mulleres Loucas

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A Illa das Mulleres Loucas, dirixida por Vanesa Sotelo, é un recital dramático baseado na obra homónima de Alfonso Pexegueiro, onde a linguaxe do corpo (encarnada polas actrices María Caparrini e Vanesa Sotelo) e a palabra do propio autor en escena se combinan coa música orixinal que os integrantes de Berrogüetto Anxo Pintos (zanfona) e Quico Comesaña (arpa) compuxeron para a ocasión e interpretan en directo, que xunto co deseño de luces creado por Baltasar Patiño dá como resultado unha peza poética e de gran plasticidade.
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Mércores, 28 de Xullo ás 22h no Auditorio Municipal de Cangas
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INVERSA TEATRO
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inversateatro@gmail.com
www.myspace.com/inversa-teatro
http://inversateatro.blogspot.com/

domingo, julho 25, 2010

25 de Xullo - DÍA DA PATRIA GALEGA
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sábado, julho 24, 2010

Couzas delirantes

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As couzas delirantes buscan desesperadas o foco, mais a luz intensa tan perto é cegadora e produce ademais unha calor insoportábel que fai suar a fío, estragando así unha escena xa patética de seu.
O ataque precipitado remata en gol en propia meta.
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...................................................... - Alfonso Láuzara -
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quinta-feira, julho 15, 2010

ROSALÍA DE CASTRO: 125 aniversario do seu pasamento

.Rosalía de Castro
con transferencias dos seus poemas.
Pasta de papel e lá
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................ - Susana Pazo Maside -
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sábado, julho 10, 2010

A pena do Cabrón

. Poderán eliminar as nosas pegadas,
mais non poderán ocultar a historia
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A pena do Cabrón
no último salaio dun verán
resistindo, home non!
agochada nas saias de A Guía
no marco dun toro de piñeiro
agarda unha marea chea de raiba
que enchoupe de bágoas a historia
e as cinsas da memoria inacabada
i n a c a b a d a
en Teis agarda sempre!

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................ - Alfonso Láuzara -
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quarta-feira, julho 07, 2010

Deambular polo mundo da escritura

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Deambular polo mundo
solitario da escritura
é non sentir a soidade
por ser dela unha parte.

É perderse nun deserto
de palabras como areas,
que voan nas ás do vento
do sentido pensamento.

Verterse en lixeiras verbas
que se enchen como velas,
dun veleiro no que os soños
que non poden voar navegan.

Explorar o mundo da escritura
é atopar un universo sen barreiras.

É narrar vidas non vividas
e darlles a cor dunha idade...
o nome dun tempo...
o sabor dunha identidade...

Reflexionar sobre décadas
inesquecibles, como a da infancia,
restaurando momentos perdidos,
crebados... ou abandoados.

Revolcarse entre verbas susurradas,
vivir unha paixón inesgotable,
incapaz de saturar ao dilatado
corazón namorado.

É perderse entre siluetas arquitectónicas,
camuflarse entre as tebras,
desentrañando xeroglificos das misteriosas sombras.

É nadar sen desacougo
nun mar sen fin, contido
nunha cunca cuia auga
é a sustancia do sentir.

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....... - Susana Pazo Maside -
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segunda-feira, julho 05, 2010

A PORTA VERDE CO AMIGO DIEGO DE GIRÁLDEZ




CASA MUSEO DO PINTOR DIEGO DE GIRÁLDEZ

A Casa Museo do pintor e escultor Diego de Giráldez abriu as súas portas en maio de 2006, para nos presentar a obra deste magnífico pintor, natural de A Cañiza.
A casa consta dunha colección de obras do propio pintor nun número aproximado de 250 pezas, que abarcan dende a súa infancia ata a actualidade.
O pintor e escultor Diego de Giráldez é recoñecido ao tempo que está representado en máis de cen museos de todo o mundo. É un artista que conseguiu xa hai tempo un merecido lugar dentro da pintura contemporánea española. O seu interese pola anatomía e o feito de ser o creador do “Realismo NAS”, que o artista define como a súa particular fusión entre o naturalismo, abstracción e surrealismo, avalaron o seu ascenso á primeira línea dos pintores deste século XXI.
Praza Maior, 4
Entrada pola rúa da Botica
Concello de A Cañiza
Tlf: 986 652 132
Aberto todos os domingos do mes de xullo en horario de 17 a 20 h.
Entrada gratuita.

Visitas para colectivos (asociacións, colexios...), concertar cita co departamento de cultura do Concello de A Cañiza.