En tempo de crise... quen canta, o seu mal espanta!
E disque o galego cando canta, se non está fodido... pouco lle falta!
En tempo de crise... quen canta, o seu mal espanta!
E disque o galego cando canta, se non está fodido... pouco lle falta!
Adicada á Lingua,
a única cousa que se non a usas máis se esgota!
Vivan as gharotas!

Da felicidade se poderia dizer o mesmo que S. Agostinho dizia do tempo. Se não perguntarmos o que ela é, todos sabemos o que é; se preguntarmos, deixamos de o saber. A ignorância acerca do que seja a felicidade é, assim parece, o máximo de sabedoria a que podemos chegar.
...A moderna psicologia cognitiva sublinha que a infelicidade resulta, em boa parte, de interpretações erradas acerca de nós mesmos e do mundo...
O Limbo
Há conceitos que, pela sua estranheza e excentricidade, captam imediatamente a imaginação. O conceito de limbo será un deles. Reportando-se a uma realidade fluida, ao limbo só a muito custo se atribuirá un referente claro. Mais um não-lugar do que um sítio determinado, mais uma condição do que um estado, ao limbo cabe, com propriedade, o estatuto de indefinição absoluta...
É que, se ao homem é aplicável, em boa medida, o estatuto de ser indefinível_ por não encontrar lugar fixo na ordem das coisas e dos seres_, compreende-se que o limbo exerça um sentimento misto de atração e repulsa...

>Portada do libro.
No que se inclúen os 16 poetas que participan este ano.
Graciñas a María Lado pola súa colaboración. Sacáchesnos moi ghuapos!!!.
Cruz Martínez
